05/12/2010

Servas Trindade – Encerramento das Atividades 2010

Cheia de emoções. Assim pode ser descrita a reunião de encerramento das atividades do Departamento de Servas neste ano, ocorrida no domingo, dia 05 de dezembro.

Houve a eleição da nova diretoria para 2011, que ficou assim composta:

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Presidente: Raquel Matos

Vice-Presidente: Sirlei Silva

1ª Secretária: Jaqueline Matos

2ª Secretária: Erna Soares

1ª Tesoureira: Maria Luiza Valadão

2ª Tesoureira: Dorvalina Schmalfuss

Foi também uma tarde de homenagens ao pastor, que está se despedindo da congregação.

Após a reunião, aquela confraternização caprichada.

As servas estão de parabéns!

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04/12/2010

A Igreja Comunica a Vida

Nessa quinta-feira a NASA tomou conta do noticiário internacional ao anunciar a descoberta de uma bactéria (GFAJ-1) que pode revolucionar os conceitos sobre a vida, por tratar-se de um organismo diferente de todos os outros já estudados. Os estudiosos dizem que todos os seres vivos conhecidos até hoje tem a mesma estrutura de DNA e estão baseados em seis elementos fundamentais (hidrogênio, oxigênio, carbono, enxofre, nitrogênio, fósforo), mas essa bactéria descoberta no Lago Mono, Califórnia, substitui o fósforo pelo arsênio.

Dizem que além de mudar a compreensão sobre a vida na Terra, a descoberta também expande o horizonte para a busca de vida extraterrestre. Alguns cientistas (talvez mais apressados) deixam transparecer a idéia de que a descoberta dessa bactéria estabeleça a prova contundente para a teoria da evolução, abrindo a possibilidade de que alguns organismos vivos tenham vindo de um ancestral diferente. Em todos os casos, essa descoberta torna ainda mais complexa para os cientistas a definição da vida e sua origem.

Numa hora dessas é bom Deus perguntar aos cientistas (e a todos nós) aquilo que perguntou a Jó quando questionava os caminhos de sua vida: “Onde estavas tu, quando eu fundava a terra?” (Jó 38.4). Para nós a origem da vida está em Deus e é questão de fé. Hebreus 11.3 esclarece isto: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”. Por isso confessamos: “Creio que Deus me criou a mim e a todas as criaturas...”

Também é questão de fé a História de Cristo que celebramos mais uma vez no Natal que se aproxima: “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1 Timóteo 3.16). Esse mistério em Cristo nos envolveu e trouxe vida no seu sentido mais profundo. Cartaz_Lema_IELB_2011_melhorO Salvador garantiu: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10).

Que os cientistas se esforcem a pesquisar a origem da vida e tentar definir o seu significado. Para nós esta questão está no campo da fé. Nossa vida tem origem e sentido em Deus. Cristo é a nossa vida (Cl 3.4). Essa é a vida que a igreja comunica.

Edgar Lemke

01/12/2010

Polícia Pacificadora e o Natal

O comandante-geral da PM do Rio garantiu que a população da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão terá um Natal de paz. É uma promessa das armas para o advento do sossego. Lamentavelmente, não existe outro jeito nesta sociedade de Caim. A tranquilidade social sempre dependerá da polícia. Não existe lugarzinho neste mundo cheio de gente, nos morros ou vales, nas favelas ou bairros de luxo, que não dependa das armas para manter a ordem. O polonês Leonard Kaczmarkiewicz, conhecido como “Alemão, até buscou uma vida sem guerras no Brasil, fugindo dos nazistas na Europa. Comprou terras cariocas, que depois vendeu em lotes para gente que também queria uma vida melhor na cidade maravilhosa. No entanto, a paz neste morro – que leva o apelido do imigrante – agora depende da “polícia pacificadora”. É assim em nosso Estado, cidade, rua. Sem os soldados do bem, os agentes do mal tomam conta.

No entanto, a polícia apenas pode garantir um Natal de paz até onde vai o poder de seu exército. Existe outro Natal e outra paz, que segundo Jesus, o mundo não pode dar (João 14.27). Porque existe outra guerra (Efésios 6.12). Por isto o ponto de interrogação: “Olho para os morros e pergunto: De onde virá o meu socorro?”. O salmista já tinha a resposta: “O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra” (Salmo 121.1). Tal certeza existia porque “se o Senhor não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando” (Salmo 127.1).  Uma proteção que foi planejada em mínimos detalhes – conforme registrados no Velho Testamento. Sete séculos antes de sua execução, a profecia prometeu: “As botas barulhentas dos soldados e todas as suas roupas sujas de sangue serão completamente destruídas pelo fogo. Pois já nasceu uma criança, Deus nos mandou um menino que será nosso rei. Ele será chamado de Conselheiro Maravilhoso, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Isaías 9.5,6).

Não tenho dúvidas disto, de que a vitória do bem sobre o mal nos morros do Rio de Janeiro neste primeiro Domingo de Advento, simboliza a chegada da definitiva e permanente paz do Deus que um dia nasceu numa favela.

Pastor Marcos Schmidt

21/11/2010

Retiro de Famílias no Laranjal

Que dia abençoado! Primeiro o Culto, com assembleia e decisões importantes para as famílias da Congregação Trindade.

Logo em seguida, isso já perto do meio dia, partimos para o Laranjal para o retiro de famílias, encerramento das atividades do grupo em 2010.

O encontro foi na propriedade da família Valadão (Oscar, Maria Luiza, Matias, Mateus e Ticiane). Lugar maravilhoso, comida preparada com muito carinho, piscina, comunhão entre as famílias, e o mais importante, o estudo da Palavra de Deus.

O tema escolhido na reunião passada foi:

A Vontade de Deus para o Casamento

O texto base para o devocional foi Gn 2.24:

“É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.”

Esta é uma afirmativa sobre o casamento que é repetida quatro vezes na Biblia. Primeiramente, ela reúne a história da criação. Depois, Jesus cita em Mateus 19.5 e Marcos 10.7, após ser interrogado sobre o divórcio. Finalmente, o apóstolo Paulo a relata em Efésios 5.31.

Este versículo cita três coisas essenciais para o casamento:

O ABANDONO (deixar pai e mãe), A UNIÃO e TORNAR-SE UMA só CARNE.

1. ABANDONO (DEIXAR PAI E MÃE)

Não pode haver casamento algum sem abandono. A palavra “abandonon” indica que um ato público e legal tem de ser realizado a fim de tornar válido o casamento. Na África, por exemplo, toda a comitiva nupcial dança, freqüentemente, por alguns quilômetros, da aldeia da noiva até a aldeia do noivo. Não existe nada de secreto nisso. Esse ato público de abandono torna o casamento legal ao mesmo tempo. A partir deste dia todo mundo sabe que esses dois serão marido e mulher, pois estão ligados pelo matrimônio.

A forma externa não é de importância primordial, mas o que é importante é o fato de que uma ação legal e pública tenha lugar.

Abandonar pai e mãe, como diz o nosso texto, “deixar pai e mãe”, quando pronunciado e lido dá para sentir um aperto no coração. O homem abandona pai e mãe. O abandono é o preço da felicidade. Deve haver uma separação completa e definitiva. Exatamente como um recém-nascido não pode crescer e sobreviver sem que ao menos o cordão umbilical seja cortado, assim também o casamento não pode crescer e desenvolver-se enquanto nenhum abandono verdadeiro, nenhuma separação definitiva da família ocorrer. Isso é difícil!!!

Devemos salientar que abandonar os pais não significa deixar ao desamparo, jogá-los fora, pelo contrário, enquanto eles viverem sempre serão os nossos pais e dignos de muito respeito. Ambos partindo estão constituindo o seu novo lar. Isso nos leva à segunda parte:

2. UNIÃO

Abandono e união se complementam. Um descreve mais precisamente o aspecto público e legal do casamento, o outro se atém mais ao aspecto pessoal. São interligados. Não se pode verdadeiramente deixar pai e mãe a menos que se tenha decidido unir.

O significado literal da palavra “unir-se” em hebraico é “estar preso a”, “apegar-se a”, “estar colado a alguém”. Marido e mulher estão colados juntos como dois pedaços de papel. Se tentarmos separar os dois pedaços de papel que estão colados, ambos se rasgam. Nessa união recíproca marido e mulher encontram-se o mais próximo possível um do outro, mais unidos do que qualquer outra coisa ou pessoa do mundo.

Mais unidos do que qualquer outra coisa - É mais importante do que o trabalho ou profissão do marido ou da mulher, mais importante do que o carro ou a limpeza da casa. Trabalhos e profissão mudam; famílias permanecem sendo as mesmas em qualquer situação.

Mais unidos do que qualquer outra pessoa - É mais importante do que os amigos, quer do marido, quer da mulher, mais importante do que os parentes, as visitas e os hóspedes.

Unir-se no sentido profundo, ser colado um ao outro é, naturalmente, apenas possível entre duas pessoas sexualmente diferentes, como afirma o nosso versículo.

Unir-se significa amar, mas uma espécie particular de amor. É um amor que tomou uma decisão e não é mais um amor tateante, ambicioso. O amor que une é um amor amadurecido, um amor que decidiu permanecer fiel - fiel a uma só pessoa - e compartilhar com essa única pessoa toda uma existência. Isso nos leva à terceira parte do nosso versículo:

3. TORNAR-SE UMA SÓ CARNE

O “tomar-se uma só carne” significa muito mais do que a simples união física. Significa que duas pessoas compartilham de tudo que possuem, não apenas os corpos, os bens materiais, mas também o pensamento e o sentimento, alegria e tristeza, esperanças e temores, sucessos e fracassos. “Tornar-se uma só carne” significa que duas pessoas se fundiram completamente numa só - corpo e alma - embora permaneçam sendo duas pessoas distintas. Este é o mais recôndito mistério do casamento. E difícil de compreender. Talvez não possamos entender. Podemos apenas experimentá-lo.

Portanto: “deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e se tomarão os dois uma só carne”. Os três pontos destacados: abandono (deixar pai e mãe), união e tomar-se uma só carne. As três partes são inseparáveis. Se faltar uma delas, o casamento não está completo.

Somente os que “deixaram” pai e mãe, e apenas aqueles que se “uniram” exclusivamente um ao outro, podem “tornar-se uma só carne”. Amém.

OBJETIVOS DO CASAMENTO

Gn 2.18 - Companheirismo - não pode deixar de ser objetivo

Gn 2.23,24 - Satisfação sexual - não pode ser o único objetivo

Gn 1.28 - Procriação - não pode ser o 1º objetivo

PAPEL DO MARIDO E DA MULHER

A Igreja Luterana mantém em seu rito de enlace matrimonial a promessa de a mulher ser “submissa ao seu marido”. Muitos, por compreenderem mal esta prescrição bíblica, rechaçam-na como tese “machista”. No entanto, este preceito nada tem a ver com o que se chama machismo. Pelo contrário, pressupõe que o marido ame, proteja, ampare e se sacrifique por sua esposa, pois o texto bíblico de Efésios 5.22-33, em que se afirma: “As mulheres sejam submissas a seus próprios maridos, como ao Senhor” (Ef 5.22), é seguido imediatamente da outra parte correspondente: “Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela (sacrificando-se para o bem dela)... Assim também os maridos devem amar suas mulheres como a seus próprios corpos” (Ef 5.25, 28). As duas partes são inseparáveis: A mulher é submissa ao marido, que, por sua vez, é submisso a Cristo. Marido submisso a Cristo não subjuga nem maltrata sua mulher, mas promove o bem dela. Esta submissão, ao contrário do que se possa pensar, traz segurança à mulher e compromisso para o marido. Portanto, a promessa de a mulher ser submissa não pressupõe um marido dominador, mas um marido benfeitor, servo de Cristo. Qual a mulher que não vai obedecer a um marido carinhoso e preocupado em fazê-la feliz? Ambos devem se amar, o que se mostra principalmente em ações visando a felicidade do outro em primeiro lugar. Se a pessoa a quem eu amo é feliz, eu também serei. Divergências são melhor resolvidas ouvindo mais do que falando. Ceder por amor.

AS ALIANÇAS

Alianças são símbolos de compromisso e fidelidade. As alianças são de ouro, metal mais precioso - como deve ser precioso o clip_image002matrimônio para um casal. O ouro é também o metal mais maleável que existe - assim como os cônjuges devem ser maleáveis, abrindo mão de si mesmos em benefício do outro. As alianças são anéis ou cintas sem fim - assim como o matrimônio é para toda a vida.

16/11/2010

A profecia de Sílvio Santos

Agora é hora de alegria, vamos sorrir e cantar. Do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar. Sílvio Santos vem aí... Quem não conhece esta marchinha? No entanto, o apresentador mais popular do Brasil está vivendo na carne a profecia que “do mundo não se leva nada”. Em dezembro ele completa 80 anos, e recebe um presente de grego – ele que é de origem grega. Um dos negócios dele, o Panamericano, está falido. Este banco usou dinheiro que não tinha como garantia de empréstimo, uma fraude de R$ 2,5 bilhões. Nesta semana Silvio Santos anunciou que vai demitir 40 parentes envolvidos no esquema. Até parece Ali Babá e os 40 ladrões. A lenda conta que Ali Babá, um pobre lenhador árabe, encontrou um tesouro numa caverna, que se abre com as palavras "Abre-te Sésamo". Na história real, as palavras mágicas estavam nos baús de presentes de Natal para crianças, vendidas em prestações, que se transformaram no famoso Baú da Felicidade. 

Histórias assim ouvimos todos os dias: gente “rica” que é pobre mas vive com aparência de riqueza, fortunas que desaparecem, fraudes, parentes que enganam parentes, empresas familiares que quebram na segunda ou terceira geração, e tantas outras parecidas. São as surpresas dos “baús” deste mundo onde tudo passa. “Nú saí do ventre de minha mãe, e nú voltarei”, queixou-se o sofrido Jó. O rico rei Salomão também sabia que “como entramos neste mundo, assim também saímos, isto é, sem nada” (Eclesiastes 5.15). Por isto, nenhuma surpresa a desventura do Silvio Santos. Bancos e empresas quebram todo o santo dia. Aliás, desconfia-se que outros bancos onde nosso dinheiro está guardado também escondem o jogo num baú repleto de fraudes.

Por isto a história do Natal, o baú da felicidade sem surpresas desagradáveis. Natal é o inverso do Panamericano, que se fez de rico mas era pobre. No baú da manjedoura, Jesus Cristo que era rico, se tornou pobre para que nós ficássemos ricos por meio da pobreza dele (2 Coríntios 8.9). Ele, num domingo, entrou em Jerusalém e as pessoas cantavam Agora é hora de alegria, vamos sorrir e cantar. Do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar. Jesus Cristo vem aí... Melhor mesmo as palavras do evangelista: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Marcos 11.9).

Marcos Schmidt