19/10/2011

O CRISTÃO E O SEU PERFIL

Ao abrir uma conta numa rede social da internet é indispensável o preenchimento do perfil. Perfil “é o conjunto dos traços do rosto de uma pessoa visto de lado. Ou, descrição em traços rápidos, retrato moral de uma pessoa.” No perfil nós revelamos quem somos, o que pensamos e até o que fazemos. As pessoas podem saber de nós tudo o que queremos que elas saibam.

Não é difícil encontrar em comentários na internet de que o cristianismo está com os dias contados; que os ensinamentos da Bíblia estão ultrapassados e que outras religiões são mais atraentes. E os cristãos, onde estão?

O perfil de um cristão nas redes sociais precisa contemplar, com muita clareza, a sua identificação como tal. Temos tantas coisas boas para compartilhar que precisamos ter cuidado pra não repassar aquilo que é diferente da nova natureza que está em nós. Os nossos amigos reais e virtuais precisam saber que somos seguidores de Cristo e porque o somos.

O Deus criador, que se revela na Bíblia, tão somente deseja o bem da sua criatura. As ordens do Pai celestial pedem atitudes de amor em relação a ele próprio e para com todas as pessoas. É por causa do desprezo à Palavra de Deus que o caos está se instalando nas escolas, nos órgãos públicos e entidades privadas.

Sendo autêntico, o cristão será honesto e caridoso com o seu semelhante. É disto que o mundo precisa. É com este perfil que podemos ter boas perspectivas de uma vida melhor em sociedade. Se você é cristão deixe isso bem claro na sua identificação. O salvador Jesus disse: “Vocês são a luz para o mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto. Pelo contrário, ela é colocada no lugar próprio para que ilumine todos os que estão na casa. Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu.” (Mateus 5.14-16). Que o nosso perfil de cristãos verdadeiros conduza muitas pessoas a louvarem a Deus pelo que dizemos e mostramos em fotos, vídeos ou depoimentos.

Pastor Fernando E. Graffunder

fergraff@terra.com.br

Três Vendas – Pelotas, RS.

18/10/2011

A chave do céu

Dias atrás, numa entrevista com Otávio Mesquita no programa da Hebe Camargo, foi lhe perguntado: “Se você chegar lá em cima e Deus perguntar: - Por que você merece entrar”. A isto, respondeu: “Se tem uma coisa que eu não consigo guardar é rancor”. Não sei qual a fé deste apresentador de TV, mas não está baseada na Bíblia. Ela diz que ninguém merece entrar no céu. Sobre o rancor, Jesus mesmo explicou que só o fato de chamar alguém de idiota condena ao inferno (Mateus 5.21). E se alguém conseguir cumprir nove dos Dez Mandamentos,  “é culpado de quebrar todos” (Tiago 2.10). É o apóstolo Paulo quem mais escreve sobre fé e obras nas suas treze epístolas, sobretudo na carta  aos romanos quando diz que “ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda, porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras” (3.20).

Surge então a pergunta: Como vou entrar no céu? A lei de Deus, igual a uma tomografia, revela o câncer maligno. Mas o Evangelho – que significa “boa notícia” – aponta para a quimioterapia: “Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus” (Romanos 3.23,24). O monge Lutero descobriu isto num tempo quando a igreja vendia o perdão por dinheiro e sobrecarregava as pessoas com penitências para uma cadeira no céu. No dia 31 de outubro de 1517 ele usou a internet da época e colou 95 teses na porta do castelo de Wittenberg, para discutir o assunto mais importante da fé cristã.   

Nesta semana em Porto Alegre foi dada a arrancada no Brasil para lembrar os 500 anos da Reforma Luterana. Nestes tempos de diálogo ecumênico, cabe às igrejas entregarem ao Otávio Mesquita a chave que abre o céu. Foi isto que Lutero tentou – sem a pretensão de criar outra igreja – sobretudo ao defender na tese 60: “Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dados pelo merecimento de Cristo”.

Mas, e as boas obras? Tiago responde: “A fé sem obras é morta”.

Marcos Schmidt é pastor luterano na Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS.

marsch@terra.com.br

05/10/2011

Aniversário

TrindadeO trabalho da IELB na Vila Bom Jesus teve seu início em 1970. Contudo a fundação oficial da Congregação Trindade ocorreu apenas em 2001.

Neste ano estamos comemorando 10 anos de fundação e vamos louvar a Deus de uma forma muito especial no nosso culto do dia 9 de outubro.

Convidamos todos a se fazerem presentes neste culto para junto conosco agradecermos a Deus por tantas bênçãos derramadas sobre nossa congregação.

A programação continua ao meio dia com almoço e as 14h com o torneio de ping-pong organizado pela JUTRIPEL.

Todos são bem-vindos!

Culto Gaúcho

No dia 18 de setembro realizamos nosso culto gaúcho em comemoração ao Dia do Gaúcho (20 de setembro).

O culto foi muito bonito com uma bela participação do grupo vocal, dos jovens e declamações de poesias. A presença foi muito boa e todos saíram muito felizes.

Lembramos neste culto que Deus nos abençoou com uma morada terrena que, apesar de não ser a morada celeste, ainda assim continua sendo uma bênção de Deus e por isso devemos ama-la e cuidar bem dela.

 

13/09/2011

127 Horas decisivas

Esta semana assisti ao filme 127 horas, baseado na história real de Aron Ralston, montanhista americano acostumado a aventuras, que em 2003 saiu sozinho, sem avisar ninguém e foi ao Parque Nacional dos Cânions, no Colorado. Depois de rodar quilômetros de carro, mais alguns de bicicleta, seguiu a pé filmando e registrando tudo. Seu drama começou quando explorava a abertura de uma garganta profunda e uma grande rocha escorregou e prendeu sua mão na estreita fenda. Experiente em escaladas, ele tentou de tudo para se soltar, mas não conseguiu. Depois de três dias, quando água e comida acabaram, agonizando entre vida e morte, decidiu com um canivete cego, cortar o braço que  por 127 horas entre o acidente e socorro lhe manteve refém. "Eu fiz o que tinha que fazer", diria mais tarde.

Fiquei pensando que a atitude deste montanhista não difere muito do comportamento humano: movido pelo orgulho, vaidade e sentimento de onipotência, não me surpreende ouvir de alguém que saiu mundo afora sem nenhum limite. Daqueles que cada vez mais se esquivam de relacionamentos estáveis, não querem compromisso, nem dar satisfação para onde e com quem vão e quando voltam. O sentimento de liberdade e de ser dono do próprio nariz, privam muitos de serem resgatados, quando imprevistos ou algo previsível ocorre. Por falta de informações, por não saber ao certo a localização muitos ficam sem socorro. E quando se dão conta, estão presos nos cânions da vida precisando amputar e deixar para trás partes de si.

Ralston nunca vai se arrepender de ter arrancado sua própria mão, afinal esta era a única saída que ele tinha, para continuar vivo. “Uma vez por todas” (Romanos 6.10, Hebreus 9.12, 1ª Pedro 3.18) assim afirmam as Sagradas Escrituras que não somos nós, mas que Cristo se “amputou” entregou como preço “para que sejamos de fato livres”(Gálatas 5.1). Eis a escolha decisiva entre vida e morte.

Não sei quantas 127 horas ou seus múltiplos você ainda terá de vida; uma coisa é certa, cada uma conta. Não há necessidade de agonizar sozinho e ficar sem socorro. O sábio Salomão que vivenciou muitas historias concluiu:“Descobri que na vida existe mais uma coisa que não vale a pena: é o homem viver sozinho, sem amigos, sem filhos, sem irmãos, sempre trabalhando e nunca satisfeito com a riqueza que tem [...] o moço pobre mais sábio vale mais do que o rei velho e sem juízo que já não aceita conselhos” (Eclesiastes 4.7,8ª e 13).  Mas antes destas verdades, tinha uma maior: “lembre de Deus em tudo o que fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo” (Eclesiastes 3.6). Que tal confiarmos mais na providencia de Deus do que em nós mesmos? “Hoje é o dia de ser salvo” (2ª Coríntios 6.2).

Márlon Hüther Antunes: Teólogo e Pastor da Igreja Luterana em Maceió.

31/08/2011

Ansiedade e AVC

Cem mil brasileiros morrem todo ano por acidente vascular cerebral, doença que é responsável por 40% das aposentadorias precoces. A própria Organização Mundial da Saúde alerta que em cada seis pessoas no mundo, uma sofrerá de AVC. Neste Domingo, o técnico Ricardo Gomes foi uma de suas vítimas durante partida de futebol. O nervosismo e a ansiedade para ganhar o jogo, e por tabela, a hipertensão, podem ter cooperado. Aliás, a ansiedade, o mal do século 21, tem sido uma das principais causas de derrame cerebral. Dias atrás o Globo Repórter tratou do crescente quadro da ansiedade em crianças e jovens, e revelou que o maior problema são os pais, que, além de negligentes e com dificuldades matrimoniais, são demasiadamente ansiosos. A reportagem lembrou que é difícil encontrar um adolescente que não se preocupe com a escola, com a família e com a aparência, o problema é quando a preocupação é exagerada.

Mas, como lidar com os desafios quando a vida se transformou numa angustiante partida de futebol? Em tudo é preciso vencer. E os adversários são um time completo e implacável: metas, competitividade, desemprego, dívidas, conflitos familiares, violência, drogas, trânsito, doenças, rejeição, solidão... É um concorrido campeonato da sobrevivência num campo minado de adversários, onde alguns lutam para ficar em primeiro lugar e outros para fugir da zona do rebaixamento.

Será que a vida tem que ser assim, agitada, nervosa, estressante? Já disse Jesus que ninguém precisa ficar ansioso, pois as preocupações não irão encompridar a vida. No lugar disto, deve-se colocar em primeiro lugar o  Reino e a vontade de Deus, e todas as outras coisas serão acrescentadas (Mateus 6.25-34). Paulo sublinha esta promessa do Senhor com uma pergunta: Se Deus nos deu o seu Filho, será que não nos dará também todas as coisas? (Romanos 8.32). Ninguém está livre de preocupações, nem de AVC e de outros males. Importante mesmo é saber viver, viver em todos os sentidos.

Marcos Schmidt

Pastor luterano  

marsch@terra.com.br

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

13/08/2011

Herança paterna

image Ao comemorarmos mais um dia dos pais fico a pensar na herança que deixarei para meus filhos.

Praticamente não tenho posses. Mas digamos que fosse um sujeito rico. O que faria pelos meus filhos? Talvez investisse na bolsa de valores? Se bem que com a crise dos Estados Unidos a coisa anda feia. De repente uma linda casa na praia? Pois é..., mas e os tsunamis, vendavais? Acho que não é boa idéia! De repente faço uma poupança? Mas vá que apareça algo com o plano Collor?! Não! Melhor não!

A verdade é que nesse mundo não há nada totalmente seguro. Tudo pode falhar. Não é por menos que Jesus orientou: “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. (Mt 6.19)”.

O que posso fazer para garantir um futuro melhor para meus filhos?

Lembro com clareza da atitude de um casal que entregou seu filhinho para ser criado por outra família. Inicialmente parecia um gesto de malvadeza. Dar o próprio filho?! Que coisa feia! Mas, percebendo as lágrimas tanto nos olhos do pai quanto da mãe, notei que faziam por necessidade e amor. Entregavam a criança porque passavam necessidade. Estavam certos de que seria melhor para o filho a criação da outra família.

Felizmente tenho como sustentar meus filhos, mas sei que o melhor que posso fazer por eles é colocá-los nas mãos de outro Pai. Fiz isso quando batizei meu menino e minha menina na fé cristã colocando-os na família celeste. Agora eles são filhos de Deus e diariamente lembro-lhes dessa realidade. Tudo para que um dia, por meio da fé, reivindiquem para si a herança da vida eterna, conquistada por Jesus, que morreu, mas ressuscitou, vencendo a morte.

Um filho tem herança. Nós pais humanos podemos deixar dívidas e problemas, alguns podem deixar um dinheirinho. Mas Deus é o único que pode dar a herança da vida eterna. Isso é bom demais! Afinal, nenhum tsunami pode nos tirar, nem ladrão pode levar, nenhuma crise pode destruir esse tesouro dos céus.

Em nosso mundo, os valores variam, a economia oscila, e os que vivem sem um ideal destroem e promovem ações vergonhosas como aqueles jovens ingleses que andam destruindo tudo pela frente. Mas os que confiam no Senhor são como os montes de Sião, que não se abalam, mas permanecem para sempre. Desejo que meus filhos estejam entre esses, entre os que confiam no Senhor! Por isso, a herança da fé em Jesus é o que de melhor eu posso deixar.

Pastor Ismar Pinz

ismarpinz@yahoo.com.br